Há alguns dias a cidade de Parnaíba havia sido palco de manifestações contra a atual estrutura de seu campus da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Estudantes paralisaram suas atividades, insatisfeitos com a falta de estrutura dos cursos, resolveram não esperar mais e levar suas reivindicações, direto ao Reitor Luis Júnior em Teresina.

A comissão que chegou a Capital, na manhã do dia 16 era formada por 48 estudantes. O Reitor recebeu uma parte dos estudantes, enquanto os outros esperavam ansiosos na porta da reitoria. Depois de muito tempo de espera os estudantes receberam a promessa de uma visita do reitor a Parnaíba. Mas os manifestantes não pareceram muito esperançosos, e dizem que não querem visitas e sim respostas aos problemas. Hoje as principais reivindicações são a conclusão das Clínicas Escolas de Fisioterapia e Psicologia, obras emperradas pela burocracia, convênios que atendam aos estágios curriculares e concursos para professores.

E a vinda à capital dos universitários além de fazer parte de um plano de conscientização da comunidade universitária como forma de ganhar adesão e força nesse movimento de manifestação, poderá servir para a cogitação de uma articulação com a Associação dos Docentes da UFPI, já que estes também sofrem com a atual situação.

Problemas estruturais – Desde laboratórios até a falta de salas para ministrar as aulas. Os estudantes consideram ter passado tempo demais esperando os trâmites burocráticos e hierárquicos e se submetendo às situações mais absurdas por conta da quase inexistência de materiais básicos. Os graduandos em fisioterapia, por exemplo, não tem nem mesmo macas para as práticas exercícios. As salas de aulas comuns são improvisadas em laboratórios e o chão sujo é transformado em apoio para as práticas, sem nenhum tipo de proteção ou colchonetes.

Além de problemas de natureza física e material, há também a ausência de professores. “Os poucos professores que temos tem que se desdobrar em horários que ultrapassam sua carga horária. Alguns deveriam cumprir apenas 180 horas, no entanto, cumprem uma carga horária de 280 a 300 horas”, diz o estudante Claudionor.

Os coordenadores do centro acadêmico de psicologia, Pedro Victor Modesto e Pâmella Oliveira Lopes, falam que suas reivindicações são baseadas nas diretrizes curriculares da formação de psicólogos e mesmo as coisas mais básicas não estão sendo atendidas.

“Não temos livros da literatura básica e às vezes ficamos até 3 meses na fila, como é o caso dos livros de anatomia que temos apenas 30 disponíveis na biblioteca e temos que disputar com cerca de 600 alunas da área de saúde”, diz Pedro.

Os estudantes destacam ainda a falta dos testes psicológicos, que seriam testes como os psicotécnicos e de personalidade, o que inviabiliza o andamento de algumas disciplinas.

Os acadêmicos estão dispostos a fazer a conscientização da comunidade universitária para que possam ter mais adesão e força ao movimento. E ainda cogitam uma articulação com a Associação dos Docentes da UFPI, já que estes também sofrem com a atual situação.

Na reunião o Reitor garantiu aos estudantes:

1.
Compra emergencial de material didático para os cursos no valor de R$ 8 mil por mês e a construção de novas salas com custo máximo de R$ 14,9 mil mensais
2.
Levantamento dos equipamentos necessários para as graduações para licitar esta lista o mais urgentemente possível.
3.
Solicitação junto à procuradoria da república a autorização para comprar em caráter de urgência os equipamentos que superem os valores citados acima, permitidos para compra sem licitação.

– A ideia da galera…

Segundo opinião de seus frequentadores, o Diretório Acadêmico sempre foi formado pelas pessoas que se faziam presentes nos projetos, nas reuniões, nos debates e não necessariamente pela por todos os membros da gestão eleita. O sentido da gestão é mínimo: gerir, organizar. Mas, como já vem acontecendo em outros anos, o D.A. não precisa necessariamente ter aquela velha hierarquia fechada e rígida. Todos no D.A. tem voz e iguais poderes.

O objetivo é claro: Chamar as pessoas que se interessam pelo Movimento Estudantil e pelos projetos realizados pela nossa entidade à construir juntos um curso de Comunicação melhor, seja ele na Publicidade e Propaganda, seja ele no Jornalismo, seja ele onde for.

É por isso que, apesar da formalidade de nomes e cargos, a gestão Asterisco* se sente feliz em dizer que dentro do diretório todos somos iguais. Não é a toa que nos intulamos um ‘coletivo’. Coletivo, pois pregamos a política de livre participação entre nossos membros. E é por isso que as eleições em sí, são de certa forma um ato político simbólico.

Queremos, acima de tudo, que os estudantes de Comunição da Unifor conheça o Diretório e participe efetivamente. Queremos que a nossa luta nunca acabe, mas que sempre continue com pessoas lutando contra as mais diversas disparidades.

– Propostas…

Fazer com que a discussão a respeito da Conferência Nacional de Comunicação seja o mais abordada possível.

Participar da Frente de Luta  Contra o Aumento da Passagem a Restrição à Meia Cultural

Participar enquanto representação estudantil da Reforma Curricular

Levar aos estudantes discussões sobre o ENADE

Lutar pela qualidade de formação do comunicador

Lutar pela democratização da Comunicação

Lutar pelo combate às opressões.

– O povo…

Tarcísio BMF, Talita Leandro, NatáliaGuerra, Priscila Lima, Rafaela Eleutério, Jader  Santana,  Alana Vale, Clara Magalhães, Herbeline Holanda, Bárbara C ariry, Eduardo Viana, Kelly Freitas, e outros tantos que se sentem parte do nosso coletivo.

– Mas por que asterisco*?

O Asterico* é o ponto no meio da a informação que te leva ao outro ponto. O Asterisco* é a estrela brilhante, o norte que gera forças em todas as nossas lutas. O Asterisco* é a energia mutiplicadora que faz com que juntos sejamos mais fortes.
Enfim…
Dapas na Luta
Dapas na Enecos 

Na sexta, dia 15 de maio, a reitoria da Unifor anunciou, em reunião com o Coletivo Sonhos Valem Uma Vida, CA de Psicologia e DA de Comunicação, uma importante vitória do movimento estudantil da universidade: agora nós estudantes voltamos a ter uma semana para deslocamento de matricula, diminuindo a burocracia para tal no inicio do semestre e garantindo a liberdade na escolha das disciplinas e professores.

Tal conquista não é nenhum presente da reitoria, esta se deu através de processo amplo de mobilização e luta estudantil. Através da articulação dos CAs de Psicologia, Terapia Ocupacional, Nutrição, DA de Comunicação Social e Coletivo Sonhos Valem Uma Vida, foi organizado um abaixo assinado contra a mudança na matricula onde, em menos de uma semana, foram coletadas quase 1500 assinaturas e posteriormente realizado um ato de entrega do abaixo, animado pelo Sonhos.

 Antes da ultima reunião, onde foi anunciada a adesão da pauta estudantil, o Coletivo Sonhos Valem Uma Vida ainda participou de outras duas reuniões com reitoria. Nessas reuniões, com uma postura crítica e muita personalidade, foi que se conseguiu negociar a pauta estudantil. Esta deve ser comemorada, não como uma vitória das entidades acadêmicas ou do Coletivo, mas sim como uma conquista de todos os estudantes que assinaram o abaixo e estiveram presentes no ato contra a mudança no processo de matricula.

É dessa forma que os estudantes conquistarão vitorias como o Restaurante Universitário e o fim das taxas extras: não se pautando só por entidades representativas, mas sim organizando e estando presentes nas lutas do movimento estudantil.

Movimento sem luta é movimento morto.

Coletivo Sonhos Valem Uma Vida

Encerrou-se ontem o INTERCOM (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares de Comunicação). Houve uma mobilização maciça tanto da parte dos alunos quanto (e principalmente) dos professores, o congresso correu perfeitamente bem, claro que com alguns imprevistos que sempre surgem.

Muito bem feita também foi a maquiagem no Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Piauí, com direito a lápis, batom e brilho labial. O curso de jornalismo da UFPI da noite para o dia, diga-se de passagem, deixou de ser o patinho feio para transformar-se num majestoso cisne: laboratórios repletos de computadores, internet em todas as salas, chegaram vários equipamentos “tapa buracos” para todos os fins. Ah, caro leitor, falando em tapar buracos, sabe aquele buraco que todos os dias tínhamos que pular para chegarmos ao CCE e assistir nossas aulas? Pois é, não existe mais, foi feita uma singela passarela para que o professor José Marques de Melo pudesse passar sem sujar seus pés na areia.

E esse milagre do INTERCOM chegou a nossa querida universidade.

Eu termino este pequeno texto deixando no ar uma dúvida, dúvida esta que não é só minha e sim da grande maioria dos alunos nesta IES: Até quando vai durar o tal milagre? Segunda feira ele continua?

Deus Salve o INTERCOM! Que Ele nos salve também!

Durante o Erecom Belém 2009, que ocorreu de 17 a 21 de abril, os estudantes foram pra rua e fizeram um ato sobre a I Conferência Nacional de Comunicação.

O vídeo abaixo sobre o ato do dia 19 de abril foi produzido pelo CH nosso companheiro de Imperatriz (MA).  🙂

Cartaz conferenciaO Diretório Acadêmico Patativa do Assaré (DAPAS) realizará no dia 30 de abril às 9:30 no Auditório da Biblioteca da Unifor uma palestra sobre a Conferência Nacional de Comunicação, com a presença de representantes da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (ENECOS) e do Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce).

Em vários estados, inclusive no Ceará, foram formadas comissões estaduais pró-conferência com representações de várias entidades, não só vinculadas diretamente à comunicação. Compreendendo a comunicação como um direito humano a realização de Conferências estaduais e num âmbito mais amplo da Conferência Nacional de Comunicação é de fundamental importância para toda a sociedade.

Embora o movimento tenha se organizado como tal somente há alguns meses a demanda pela realização da Conferência existe há anos a partir da análise de que a comunicação precisa estabelecer mecanismos democráticos para a formulação, acompanhamento e monitoramento das políticas públicas para o setor. Estamos num quadro onde não há um marco regulatório consistente e onde as poucas políticas de comunicação existentes se dão sem a participação efetiva da sociedade.

Coletivo Enecos Ceará                                                                                                                                                                                                                                                                                    Diretório Acadêmico Patativa do Assaré                                                                                                                                                                                                             www.dapatativadoassare.wordpress.com

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Desde o ínicio do ano a Prefeita Luizianne Lins divulgou no jornal online do O Povo que a tarifa de ônibus vai aumentar (http://www.opovo.com.br/tvopovo/848239.html). Sendo que os empresários tiveram várias regalias como: liberação de impostos ICMS e ISS, que juntos somam 2 milhões de reais.

Após recesso por motivos de saúde a Prefeita voltou a  retomar as negociações com os empresários, reafirmando tudo o que já está sendo divulgado (nota no jornal o povo hoje http://www.opovo.com.br/opovo/politica/868900.html)

Não bastando, deputados e senadores ainda querem limitar a meia cultural a 40% para entradas em shows, estádios, teatros e cinemas. Ou seja, se forem a algum evento cultural o que será disponibilizado na bilhetreria será apenas essa porcentagem da bilheteria total e caso termine os estudantes terão que pagar inteira.

Tendo em vista toda essa conjuntura, aqui em Fortaleza, se organizou uma frente de luta para combater esse aumento da passagem e a limitação da meia cultural. Dessa frente foi tirada a necessidade de se formar comissões nas escolas que componham essa luta para que esta se torne forte e consiga vitórias. Também foi tirado um ato que aconteceu no dia 30/03  com início  no CEFET, passando pela praça da Bandeira onde a manifestação se uniu a trabalhadores num ato maior contra a crise, que ocorreu no Brasil inteiro, terminando na praça do Ferreira.

Aqui na UNIFOR na tentativa de divulgar todas essas ações e formar esses comitês o coletivo Sonhos Valem Uma Vida e o DAPAS (Diretório Acadêmico Patativa do Assaré)  fizeram uma intervenção na quinta, dia 02, no bloco T, exibindo as fotos do ato numa espécie de “varal” e com distribuição de panfletos para explicar o que está acontecendo. Isso se repetiu no dia 06 no bloco M e no Centro de Convivência da Unifor.

A frente de luta continuará com as reuniões que, por enquanto, não tem um dia marcado, mas que pretende dar continuidade no processo e assim que tiver uma posição avisará  a todos.

Acreditamos que serão vários atos com a participação maciça de todos os estudantes e da população em geral que irá barrar esse aumento, essa limitação da meia cultural e quem sabe daremos início a uma luta bem maior, mas nem por isso improvável, do Passe Livre.

mosquitinho

ATENÇÃO!!

Lembrando que o último pré-encontro do Erecom Belém 2009 (04.04) não será mais no DATA – UFC. O pré-encontro será no Seminário de Formação sobre a Conferência. A data não mudou!! Continua sendo esse sábado (04.04)! Só mudamos o local! Agora o pré-encontro vai ser no auditório da FETRAECE (ver o endereço na imagem acima).

Até!

enecos-logo

Felipe Santos (de verde), da Enecos, durante a Audiência no Rio

Felipe Santos (de verde), da Enecos, durante a Audiência no Rio

Retirado de: Observatório da Imprensa

CURRÍCULO DE JORNALISMO
Duas surpresas na audiência do MEC

Por Sylvia Moretzsohn em 24/3/2009

Duas grandes surpresas – uma no início, outra no final – marcaram a primeira audiência pública para a reformulação das diretrizes curriculares de Jornalismo, na sexta-feira (20/3), no Palácio Capanema, sede da representação do MEC no Rio de Janeiro. A primeira foi notada por todos e dizia respeito ao tema central da reunião. A segunda, aparentemente, passou despercebida da maioria, mas é talvez mais relevante, pois revela uma concepção constrangedoramente simplória do sentido da expansão dos cursos superiores no Brasil.

Ao apresentar os objetivos da audiência, o representante do Ministério da Educação, Paulo Roberto Wollinger, diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, provocou um burburinho na platéia ao afirmar que o pomo da discórdia da comunidade acadêmica do setor não estava em pauta: “Em momento algum pensamos em separar o Jornalismo da Comunicação Social”. Disse isso a título de esclarecimento, mas só poderia causar confusão, uma vez que a iniciativa de revisão das diretrizes provocou o recrudescimento desse debate e levou integrantes da própria comissão de especialistas a se manifestar a favor da autonomia para Jornalismo. No entanto, talvez a frase tivesse outro sentido, porque logo em seguida Wollinger diria algo ainda mais surpreendente: “Não existe curso de Comunicação Social; o que existe é essa grande área da Comunicação, da qual o jornalismo é uma das especialidades”.

Era uma afirmação contra toda evidência, a começar pelo nome do curso que vem gravado ano após ano nos diplomas de quem se forma na habilitação em Jornalismo. Porém, se interpretada de outra forma, a declaração inicial faria sentido: afinal, como o que existe de fato são jornalistas, publicitários, relações públicas – e não esse “comunicador” genérico –, seria ocioso discutir se o “curso de Jornalismo” deve ser autônomo, porque esta já seria sua condição inevitável. Assim, não se destacaria da “grande área” da Comunicação – porque, afinal, é Comunicação –, mas obedeceria a diretrizes curriculares próprias, sem qualquer relação com as das outras especialidades do setor. Na prática, portanto, seria já um curso autônomo.

O que, naturalmente, não resolve nada, porque o problema original persiste: quais serão as bases para uma adequada formação de jornalistas? E aqui retornamos à velha questão que divide duas correntes substancialmente distintas, cristalizadas na oposição entre “academicistas” e “tecnicistas”, “comunicólogos” e “jornalistas”, numa simplificação que jamais ajudou qualquer debate. E que não chegou a ser enfrentada na primeira audiência pública para discutir as diretrizes curriculares.

Polêmica antiga

Os cursos de Comunicação Social são contestados desde que foram criados. Seria excessivo tentar resumir aqui essa história, mesmo porque muita coisa mudou nas duas últimas décadas: basta dizer que até meados dos anos 1980 praticamente não havia jornalistas ou professores com essa experiência profissional dando aula de jornalismo, as escolas não eram dotadas de um mínimo de estrutura laboratorial e a pesquisa específica praticamente inexistia. Tudo isso contribuía para que os cursos se fechassem em torno de teorizações distanciadas da realidade que o futuro jornalista deveria enfrentar e fossem, portanto, desdenhados pelos profissionais formados “na prática” e pelos próprios estudantes.

Hoje ainda estamos longe do ideal – e mais ainda de um consenso sobre o que deva ser esse ideal –, mas a situação é radicalmente distinta. Apesar disso, frequentemente repetem-se os argumentos daqueles velhos tempos. Foi o que ocorreu há 10 anos, quando se iniciou o processo de avaliação das condições de oferta da habilitação em Jornalismo dos cursos de Comunicação Social. A avaliação exclusiva desta habilitação era uma tentativa de forçar a criação de um curso específico, desligado da “geléia geral” da Comunicação.

Este Observatório refletiu e estimulou a intensa polêmica durante meses seguidos. Então, como agora, prevalecia o pragmatismo entre os partidários do curso autônomo. Na época, um dos argumentos mais exuberantes nesse sentido valorizava a formação de profissionais comparados à excelência de um i-Mac: era “só ligar na tomada e começar a trabalhar”. Hoje, talvez em decorrência da preocupação com a inserção mais imediata do estudante num mercado de trabalho ao mesmo tempo tão diversificado e precário, defende-se um perfil de prestador de serviços. Num caso e noutro, o que prevalece é a concepção de universidade operacional.

O consenso sobre o óbvio

Na reunião com a comissão de especialistas, passou-se ao largo dessa questão. Nós, da Universidade Federal Fluminense, apresentamos um documento sintético, de quatro páginas, defendendo o jornalismo como “um `campo de saber´ do abrangente campo de conhecimento da Comunicação”, que exige a articulação entre uma sólida base humanística e uma oferta ampliada de opções para a formação profissional específica, de modo que o aluno possa “direcionar seus estudos para as áreas de atuação com as quais melhor se identifica, ampliando as alternativas de conhecimento e de prática profissional”. Mas a ênfase é na formação ética do jornalista e na conscientização sobre as dificuldades e as responsabilidades envolvidas no desempenho de seu papel de mediador.

Uma decorrência lógica dessa concepção é o entendimento de que a universidade não está aí para formar prestadores de serviço, mas sujeitos dotados de autonomia intelectual, capazes de exercer competentemente a profissão que escolheram. Mas essa questão central não foi discutida e as discordâncias praticamente não apareceram, a ponto de uma professora enaltecer o consenso em torno da melhoria da qualidade dos cursos.

Além de óbvio, tratava-se de um consenso prévio. Evidentemente, ninguém pode ser contra a qualidade: o problema é saber o que cada um entende por isso. Porém um ponto essencial foi levantado pelo presidente do Fórum Nacional de Professores do Jornalismo, Edson Spenthof: a necessidade de se responder à pergunta sobre “o que é jornalismo” para uma definição mais clara das novas diretrizes. Imagine-se o grau de controvérsia que esse debate há de gerar, especialmente nesses tempos de enaltecimento da figura do “jornalista-cidadão”.

Spenthof também fez uma observação conceitual relevante sobre as recorrentes demandas pela formação “multimídia”, normalmente associada à simultaneidade: não era disso que se tratava, mas sim do desenvolvimento de habilidades diversificadas. Desempenhar várias funções ao mesmo tempo representaria a tentativa, previamente frustrada, de assoviar e chupar cana, uma impossibilidade física que – acrescento eu – resulta na precariedade sistematicamente verificada no noticiário cotidiano.

A universidade redentora

As divergências certamente aparecerão nas propostas a serem enviadas diretamente à comissão até o fim do mês. Ali, no Salão Portinari do Palácio Capanema, ícone da arquitetura modernista brasileira no Centro do Rio, preservou-se o ambiente ameno. Mas, já perto do encerramento da audiência, um comentário mais geral do representante da Executiva Nacional dos Estudantes em Comunicação, Felipe Melo, sobre as diferenças entre cursos privados e públicos e sobre a política de expansão do ensino superior, provocou a segunda grande surpresa do dia. Ao responder à crítica, o representante do MEC defendeu enfaticamente a criação de mais cursos, “se possível um em cada esquina”, para sanar o déficit no contingente de brasileiros com formação universitária.

Se ficasse por aí, poderíamos apenas condenar o estímulo à proliferação de franquias no melhor estilo McDonald´s e o empenho na fabricação de números, que nos faz recordar o saudoso ministro Paulo Renato Souza. Mas Paulo Wollinger completou, com a fé dos justos: “Cada curso que se abre é um ponto de drogas que se fecha”.

Pena que pouca gente notou, ou não percebeu esse detalhe – justamente o detalhe, que é onde mora o diabo. Pois, salvo melhor juízo, essa justificativa para a abertura de novos cursos superiores é inédita. Mais que isso: é simplesmente inacreditável.

Pedágio para o Erecom Piauí 2008

Pedágio para o Erecom Piauí 2008

Como combinado no último pré-encontro do Erecom Belém 2009 (21) vamos usar esse post pra divulgar onde vamos fazer pedágio! Como? É só ir nos comentários e escrever dia, hora e local do próximo pedágio! Quem quiser confirma que vai aparecer pode fazer nos comentários também! 🙂

Sem esquecer  que nós temos também a rifa pra vender e sem esquecer mais ainda os acordos para a realização dos pedágios!  Lembrando que o próximo pré-encontro do Erecom ficou pra sábado, 28 de março, às 9h no DATA – UFC. Marcamos de manhã pro pessoal que não tá podendo ir pela tarde!

Te vejo no sinal! 😉